Nesse último final de semana, uma galera do GEEU resolveu passar o final de semana em São Bento do Sapucaí, em uma viagem que prometia ser muito divertida. Nessa viagem foram: Alex, Paulo, Alexandre (Cabs), Lídia, Omar, Maradona, Nelson, Vitor Lécio, Renato, Morice e eu (Bob). Acabamos encontrando também Digão, Andréas, Fabi, Thomas, Sara e Albert.

Saímos de Campinas, às 5:30 da manhã e partimos para são bento, onde ficamos hospedados no abrigo do Eliseu, que foi muito receptivo e simpático com todos nós. No primeiro dia fomos à Pedra da Divisa onde ficamos fazendo varias vias esportivas. Depois de uma tarde de escalada bem proveitosas, voltamos para o abrigo para fazer comida e nos confraternizar com as pessoas que também estavam por lá. E para minha surpresa, encontrei com o Carlos Ximenes, que eu havia conhecido na serra do cipó. Junto com ele estavam sua namorada Jú e Letícia, pessoas super simpáticas e comunicativas.
Bem no dia seguinte todos acordaram cedo, as duplas se formaram e o pessoal se dividiu entre Ana chata e Baú. Eu, Paulo, Lídia, Maradona e Vitor fomos junto com o Carlos, Jú e Letícia, para o Baú com a intenção de fazer a normal e a cresta do Baú, contudo quando chegamos na crista do Baú eu o Maradona desistimos de fazer as vias e fomos fazer a escada do Baú.
Nessa parte do relato abre-se um capitulo a parte, o Show de horrores da escada do Baú. Nunca em toda a minha vida de escala vi tantas pessoas despreparadas fazendo tanta besteira em um lugar só. Fiquei chocado com as vestimentas das pessoas (com direito a mulheres de salto plataforma, cachecol branco, com um frio horroroso de 20 graus e por ai vai). Escutei na trilha frases do tipo: “Pó, quando me convidaram para ir para ao Baú achei que fosse um barzinho e não isso daqui!!!”, no meio da escada uma menina quase chorando de medo. Mas de qualquer forma, quando chegamos ao cume e o ataque em série de huruuuuuuu, terminaram, tive uma grande felicidade de curtir a vista do topo do baú, que é fora de série. Poucas vezes vi um lugar tão bonito, e tão deslumbrante.
No terceiro dia, fui fazer a Ana Chata, as duplas foram: eu e Vitor, Carlos e Jú, Paulo e Omar. Eu e o Vitor entramos na Peter Pan, o Carlos e a Ju entraram na Lixieros e o Paulo e o Omar mandaram a Capitão caverna. Encontramos na via Peter Pan o Albert levando duas pessoas, ou seja, fizemos uma via entre amigos. A Peter Pan é uma via clássica e muito afamada na ana chata, sendo que essa fama é totalmente justificada, a via é muito legal e tem um visual fora de série, ouso dizer que a vista das paradas é mais bonita que a vista do cume. Após o termino da via descemos do cume pela trilha e diga-se de passagem eu gostei muito da parte que agente passa por uma mini caverna na descida, muito legal. Pouco depois o Omar e o Paulo se separaram de nós para fazer uma via espotiva - Walking on the dark side, um 7a, não preciso dizer que os caras mandaram. Para fechar o dia com chave de ouro, fomos comer a famosa truta de São Bento. No domingo e ultimo dia de viagem voltamos para a divisa para fazer umas esportivas, onde encontramos Fabi, Andréas, Thomas e Sara.
Para terminar o Relato gostaria de agradecer ao Carlos e falar um pouco da presença dele nessa viagem.
O Carlos nessa viagem teve um papel importante de aconselhamento e acessória, poucas vezes eu vi uma pessoa tão prestativa e com um espírito de grupo tão grande como o dele. Ele simplesmente cuidou de um bando de loucos do GEEU e se inseriu no grupo de pessoas que ele mal conhecia. Além de aconselhar as pessoas, emprestava equipamentos, colocou gente na cordada dele e uma série de cuidados que só uma pessoa de boa índole pode ter.
De certa forma ele foi a pessoa mais experiente e preocupada do grupo, sempre prevendo problemas e ensinando coisas, em um processo de transferência de conhecimento altruísta, ensinando pelo prazer de ensinar, ajudando pelo prazer de ajudar, sendo legal por ser legal. Ou seja, um sendo um montanhista top segundo a definição Bobiana.
O que vem a ser um montanhista Top segundo a minha definição?
É simples, uma pessoa que sabe bem a diferença de auto confiança e arrogância, uma pessoa prestativa e solista que ajuda até então estranhos, um cara humilde que apesar de escalar muito e eu ter tido o prazer de ter visto a cadena dele de um 8b sacando custuras, não sai gritando aos ventos o quanto ele é bom. Alias isso é uma coisa que eu aprendi na minha vida, os bons de verdade não precisam dizer que eles são bons os outros os fazem como eu estou fazendo agora.
Os bons de verdade, colocam uma pessoa em sua cordada, ensinam e instruem, os bons ajudam e não são egoístas. Os bons de verdade recomendam uma via para uma dupla e ficam na via ao lado dando acessoria, os bons do verdade alertam para os riscos.
Como eu já disse em outras oportunidades ser montanhista é um estilo de vida e muito do que eu acredito e vi o Carlos fazendo com as pessoas ao lado. Quem me conhece sabe que eu não sou de ficar rasgando seda a toa, mas existem pessoas que tem atitudes que merecem ser registradas, e o Carlos foi uma delas, por isso o meu agradecimento em publico de tudo que ele fez por nós nessa viagem. E digo mais ele entra na minha lista de pessoas que eu sou grato por terem me ajudado e me ensinado. E como diz o ditado ao lado de um grande homem tem uma grande mulher que foi a Jú, que é tão legal quanto o carlos e eu fiquei atormentando ela nas trilhas.
Bem pessoal esse é o relato dessa viagem e o meu agradecimento a quem fez por merecer com sobras.
Um abraço a todos
Bob



